Sinais de que uma criança pode vir a ter diabetes

A maioria das crianças com diabetes tipo 2 é diagnosticada antes de apresentar sintomas. Ainda assim, convém estar atento, sobretudo se o seu filho tiver um risco elevado de desenvolver a doença. Preste atenção a estes sinais:

  • Urinar com mais frequência,
  • Sede excessiva,
  • Aumento do apetite e
  • Perda de peso.

Outro possível sinal de diabetes tipo 2 é uma alteração da pele chamada acantose nigricans. Até 70% das crianças com diabetes tipo 2 apresentam este problema, que se manifesta por manchas de pele muito escuras, aveludadas e com relevo, sobretudo nas axilas, na nuca ou entre os dedos das mãos e dos pés.

O diagnóstico da diabetes tipo 2 faz-se através de análises específicas ao sangue e à urina. A American Diabetes Association recomenda que as crianças com excesso de peso e pelo menos dois fatores de risco façam uma análise à glicemia em jejum de dois em dois anos, a partir dos 10 anos de idade. Se estiver preocupado, fale com o médico sobre estas análises, sobretudo se houver casos de diabetes ou de outras doenças na família e se o seu filho tiver excesso de peso.

A diabetes tipo 2 tem consequências para as crianças?

A curto prazo, a diabetes tipo 2 não costuma ser tão grave como a tipo 1 e é, em regra, mais fácil de controlar. Ainda assim, pode ter vários efeitos no dia a dia. A American Diabetes Association aponta como mais comuns os seguintes:

  • Dores de cabeça
  • Visão turva
  • Sede
  • Vontade frequente de urinar
  • Pele seca e com comichão

As consequências a longo prazo são também motivo de séria preocupação. Se não for controlada desde cedo, a diabetes tipo 2 pode levar a complicações como a cegueira, a insuficiência renal, as doenças cardíacas e até amputações.

Como se trata a diabetes tipo 2 na infância?

Ao contrário das crianças com diabetes tipo 1, as que têm diabetes tipo 2 normalmente não precisam de injeções de insulina para controlar a glicemia. Na verdade, a maioria consegue gerir a doença apenas comendo menos calorias, reduzindo as gorduras e o açúcar e fazendo mais exercício físico. Lembre-se de que é sobretudo com os pais que as crianças aprendem os seus hábitos de vida. Ao servirem refeições saudáveis, incentivarem a atividade física e informarem a família sobre a diabetes, os pais podem contribuir muito para a saúde dos filhos. Quando as mudanças no estilo de vida não bastam, ou não são possíveis, a criança pode vir a precisar de injeções de insulina.

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